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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Selo

Recebi carinhosamente este selo da Angela Reis do blog:  Universo Interior - A lua no dia, e agradeço a indicação, eis um selo bastane cobiçado!!


" O Premio Dardo é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.... que, em suma, demonstrem a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e as suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web”

Buscando contemplar novos amigos sigo a indicação:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sonhar

Eu tenho uma espécie de dever,
de dever de sonhar
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palcos,
cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas sensíveis.
(Fernando Pessoa)

Resgatei este texto do blog amigo: Novas Estações

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

As correntes que nos impedem


As vezes,
as correntes que nos impedem de sermos livres,
são mais mentais do que físicas!
(desconheço a autoria da frase - imagem google)

É deste modo que condicionam os elefantes
 a ficarem presos em uma insignificante corda.
Iniciam o condicionamento quando ainda são filhotes,
e quando crescem,
não percebem que suas forças excedem em muito
a fragilidade da corda,
  prisão que lhe escravisa.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

não foram terminadas...

"... mire, veja: o mais importante e bonito do mundo é isto,
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.
Afinam ou desafinam. "

( ROSA, João Guimarães. Grande Sertão Veredas)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Enfim... (6/6)

RAMON-CORTÉS, F. A ilha dos 5 faróis: um passeio pelas chaves da comunicação.  Traduzido por: Magda Lopes. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.

(p.105) Os sentimentos têm a capacidade de calar fundo, muito fundo. E o que sentimos muito dentro de nós não chegamos a esquecer nunca.

(p.106) a necessidade de ter uma única grande mensagem; de torná-la memorável através das histórias; de utilizar uma linguagem que se conectasse com as pessoas; de estar atento aos que as pessoas captassem, não ao que eu quisesse dizer, e de estar convencido e convidar, em vez de tentar convencer.
Tudo aquilo era importante. Mas ainda havia uma coisa igualmente importante: naquela última noite de inverno em Menorca, Cavalleria havia sido capaz de me emocionar, e aquilo, sim, me custaria esquecer.


Enfim, encerro por aqui as anotações deste livro. Àqueles que degustaram destes fragmentos de leitura, sugiro a aquisição do livro; lê-lo na íntegra envolve a mensagem em seu contexto original, o que enriquece em muito a compreensão da mesma.

Deixo-vos a mensagem de Ferran Ramon-Cortés "Este é um livro para comunicar. Para se comunicar. Diante de mil pessoas ou de apenas duas. No trabalho ou na nossa vida pessoal. As chaves são as mesmas."

a liberdade de escolha (5/6)

RAMON-CORTÉS, F. A ilha dos 5 faróis: um passeio pelas chaves da comunicação.  Traduzido por: Magda Lopes. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.


(p.91) Este era o último ensinamento, possivelmente o mais sutil, e ao mesmo tempo o mais importante: o farol me proporcionava a informação, mas também me dava a liberdade de tomar minhas próprias decisões.

(p.91) Os faróis, mediante sua luz, dizem quem são e onde estão. Anunciam sua presença com força, com tenacidade, com convicção, mas sem nenhum tipo de coação. Eles nos dão a liberdade de nos aproximarmos ou não, de nos dirigirmos até ele ou seguir outro rumo. Eles dizem: “Ei, sou eu e estou aqui. Se você se identificar comigo, siga a minha luz. Se não, siga o seu caminho.”

(p.91-92) Com a lição do farol no pensamento, pensei no que nos acontece quando nos comunicamos. Pensei (p.92) que escolher, tomar decisões próprias, é o que nos outorga plenitude como pessoas. Por isso, quando tentamos condicionar, coagir esta liberdade, quando a nossa determinação é convencer, não conseguimos nada de positivo.

(p.92) Comunicar como os faróis significa dar-nos a conhecer, da forma mais brilhante e mais sedutora possível, mas oferecendo liberdade absoluta para que os demais venham até nós ou sigam outro caminho. Só o nosso entusiasmo, a força da nossa luz, a magia dos nossos clarões, conseguem que nos escolham. Não posso pressioná-lo nem posso coibir sua liberdade. Porque comunicar não é arrastar nem pressionar, é convidar. A liberdade de escolher é um valor irrenunciável do qual todos nós desfrutamos.
(p.93-94) A tentação de levar os demais para o (p.94) nosso território é enorme. Insistimos, estimulamos, pressionamos, sem nos dar conta de que cada palavra excessiva nos afasta um pouco mais das pessoas.

(p.96) Mas como era difícil ser como o farol, manter-se convencido, firme, sem alterar a mensagem, com a confiança de que só assim podemos guiar os barcos na sua direção, e vendo com toda serenidade que vão para outro rumo aqueles que não escolhem o rumo que nós lhes propomos.

(p.97) Sou eu quem navega na direção do farol; sim, ele me seduz. Mas não me pressiona nem vem me buscar. Respeita a minha liberdade. Esta é a grande chave, e a última.

o que importa é o que as pessoas captam (4/6)

RAMON-CORTÉS, F. A ilha dos 5 faróis: um passeio pelas chaves da comunicação.  Traduzido por: Magda Lopes. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2006.


(p.77) Queria saber que sentido tinha aquela descoberta aplicada à comunicação, e por isso recorri à comparação de como os faróis se comunicam e como nós nos comunicamos. Os faróis falam com a luz, nós com palavras. Os faróis emitem uma mensagem determinada pela seqüência dos clarões, nós o fazemos com o tom da nossa voz. Se o farol muda sua seqüência, a mensagem que transmite é muito diferente. Se nós mudamos o temo da voz, nossas palavras também têm um sentido muito diferente.

(p.78) E, da mesma forma que os faróis não podem ver o efeito externo da seqüência de clarões que fazem co sua luz, nós também não podemos escutar de fora o efeito do nosso tom de voz. Se quisermos saber qual foi a nossa mensagem, devemos saber o que o nosso tom de voz comunicou, mas, como não podemos escutá-lo, isso nos tem de ser confirmado de fora; assim como um farol precisa que um barco passe para confirmar sua mensagem, nós precisamos que alguém nos escute e nos diga o que a nossa voz transmite. O que finalmente tivermos dito será o que as pessoas captarem, não o que tínhamos a intenção de dizer.

(p.79) Porque os que escutam falam com os olhos. Os olhos nos dizem tudo. Se temos de parar, se temos de ir mais depressa... É preciso estar sempre atento ao olhar das pessoas. É preciso saber ler os olhos.

(p.80-81) [...] são precisamente os sentimentos que determinam (p.81) o tom da nossa voz. As mesmas palavras, com um sentimento distinto, soam de forma completamente diferente. [...] “A voz é o reflexo do que você sente. Não mude a voz, mude o que você sente.”

(p.81) Como meus sentimentos afetam a minha mensagem e, por isso, como é importante conhecer sempre quais são meus sentimentos.
(p.84) O que importa é a luz que o navegante vê, não a luz que sai do farol. O que importa é o que as pessoas captam, não o que acredito estar dizendo. Só estando em contato com meus sentimentos posso saber o que estou comunicando.